‘Deveria haver cláusula de barreira para político ineficiente”, diz Ricardo Coutinho

10/08/2017 06:000 comentários

Ricardo CoutinhoO governador Ricardo Coutinho (PSB) não gostou dos protestos feitos pela oposição contra o fim do racionamento em Campina Grande. Durante solenidade de entrega de reformas em escolas, nesta quarta-feira (9), ele disse que “deveria haver cláusula de barreira para político ineficiente’. A crítica ocorreu após aliados do prefeito Romero Rodrigues (PSDB) criticarem a normalização do abastecimento. A alegação deles é que há risco de retorno ao racionamento por causa da baixa acumulação de água no Açude Epitácio Pessoa. Alegam também que a data escolhida para a normalização do atendimento seria para contemplar o ex-presidente Lula (PT), que estará na Paraíba nos dias 26 e 27 deste mês.

A suspensão do racionamento está marcada para o dia 26. O anúncio foi feito nesta terça-feira (8), em Campina Grande, pelo secretário de Infraestrutura, Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia do Estado, João Azevedo. “Estamos com volume de 7,9% e com certeza estaremos com 8,2% no dia 26 deste mês ou talvez até acima desse volume”, disse Azevedo. O argumento foi reafirmado por Coutinho. Ele alegou que tem entrado mais água no Açude Epitácio Pessoa do que saído e isso é o que vai dar a garantia hídrica. As disposições em contrário ele atribuiu ao despreparo da oposição. “A oposição não entende de nada, não sabe onde a coruja pia”, ironizou o governador.

Oposição

O presidente da Agência Municipal de Desenvolvimento, vereador licenciado Nelson Gomes, repudiou com veemência a decisão por parte do governo do estado em acabar com o racionamento d’água em Campina Grande. “Isso é um absurdo! Um pré-candidato ao governo do estado a mando do governador vir fazer média em nossa cidade. Sou totalmente contra o fim do racionamento. Poderia até haver uma redução, mas o fim?! Jamais!”, disparou Nelson. Ele acrescentou que vários pontos devem ser analisados, dentre eles, a vazão de entrada da água da transposição que é bem menor que a saída, além de não haver nenhum tipo de fiscalização no que se refere às inúmeras construções irregulares de barragens ao longo do rio Paraíba.

Outro crítico à decisão foi o vereador João Dantas (PSD), líder da bancada governista na Câmara Municipal de Campina Grande. Ele alega que a decisão foi precipitada porque, segundo ele, o Açude de Boqueirão sofreu uma recarga de apenas 4%. O parlamentar alertou ainda para o perigo da liberação da irrigação com a água da transposição. “Estas águas são destinadas ao consumo humano e animal”. “Técnicos do Ministério estimam que as ligações não autorizadas já tenham desviado cerca de 20 milhões de metros cúbicos das águas do São Francisco nos últimos 2,5 meses”. Justificam.

Jornal da Paraíba
Foto: Reprodução da Internet

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