E se as malas e caixas de dinheiro do Geddel fossem de Lula, como seria a ‘repercussão na imprensa’?

07/09/2017 10:580 comentários

Malas de Geddel 2E se o dinheiro supostamente acumulado pelo peemedebista Geddel Vieira Lima fosse hipoteticamente do ex-presidente Lula (PT)? As pessoas se surpreenderam com as malas e caixas de dinheiro apreendidas pela Polícia Federal (PF)num apartamento em Salvador que, de acordo com informações, teria sido emprestado ao ex-ministro do presidente da República sem votos Michel Temer, seu correligionário.

Se surpreenderam e… E foi só isso mesmo.

Para não agir com a desfaçatez costumeira de muitos dos meus ora ocupadíssimos concidadãos, relembro que o político endinheirado, além de desempenhar funções do governo ilegítimo de Temer, foi eleito cinco vezes deputado federal pela Bahia; chefiou o Ministério da Integração na era Luiz Inácio e, na gestão da petista deposta pelo golpe Dilma Rousseff, chegou a ser vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal.

 

E não é que o ex-ministro tinha razão? Naquela época era isso mesmo! Aquilo que era insuportável há dois anos é gritantemente tolerável atualmente.

O espectador vê, de forma passiva, poucos metros quadrados preenchidos por montanhas de grana e, de maneira inequívoca, o máximo que consegue é balbuciar algumas generalidades sobre patifarias diante da televisão – e nada de caçar os responsáveis.

Aliás, é sintomático como muitos políticos criminosos conseguem se safar com esse discurso comezinho contra a esquerda matando dois coelhos com uma só cajadada: atraem para si eixo fortíssimo do eleitorado, que passou a comprar discursos pré-fabricados, e ainda escracham singularíssimo inimigo em comum, com cores, ideologia e definições contrárias, se unindo à multidão como se não tivessem absolutamente nada a ver com o caos experimentado no País.

Depois da chocante descoberta do “bunker”, Geddel continua sendo Geddel: uns conhecem e outros não. Os mais oportunistas fazem questão de ligá-lo a quem? Lula, é claro!

Porque é mais fácil conectá-lo apenas ao PT, mantendo o joguinho de mocinho e bandido, que aceitar, de uma vez por todas, o tapete vermelho estendido ao PMDB dos homens das malas, como o próprio Lima; o já esquecido Rocha Loures; Eduardo Cunha – gatuno exaltado no Plenário da Câmara por outro indigitável – conhecido nos bastidores como“papi” do fofíssimo André Fufuca (PP-MA), e, nunca é demais mencionar, Temer!

Ninguém nas ruas. Não há um ruído de panelas…

Insisto: e se o dinheiro fosse do Lula?

 

Rondônia Dinâmica
Foto e Vídeo: Reprodução da Internet

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